Não sei se é efeito das mudanças, dos fatos, ou apenas eu. O negócio é que, emocionalmente, está tudo bem apertado. Não saber como agir, o que esperar, o que sentir. É sufocante. Chega a hora em que você deseja correr pelas avenidas desertas da cidade às 4h da manhã, só pra descarregar tanta energia, alcançar sua velocidade máxima e deixar os pulmões em brasa. Seria, literalmente, correr disso tudo.
De novo, provavelmente é mais uma de minhas bobagens, mas que tem me incomodado bastante, é o constante sentimento de ser sempre sua a iniciativa. De se dar demais e nunca vir nem metade em troca. É como dançar sozinha num salão repleto de pessoas, nenhum par para te acompanhar, para sequer notar sua presença, a não ser quando, acidentalmente, você lhe pisa o pé.
E ainda tem o zumbi - quem me dera fosse apenas o fantasma! - da monografia. Até a apresentação final não sobrará mais nada do meu cérebro.
Ainda preciso ser menos intensa. Não sei onde tudo isso vai parar, mas a certeza de que vai acabar mal, caso eu não consiga amornar meus sentimentos, me persegue. Com dentes e garras afiadas, medindo 10 metros e altura e quase, bem por pouco, ainda não me alcançou.
Corra, Mayara. Corra!
Corra, Mayara. Corra!
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